segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Sempre Tem Uma Garota, Parte 4

Voei para campainha ao segundo toque, e lá estava ela, com um sorriso tímido e um olhar de dúvida.
- Oi - disse ela com a voz já não tão aguda quanto na ligação de mais cedo.
- Oi - o que eu podia dizer sem parecer um otário? - Entre.
Ela entrou de mansinho como quem tem medo de disparar um alarme. Ficamos lá na sala sentados lado a lado.
- Você não precisava ter vindo aqui só por que o Bruno pediu, existe muitas maneiras de agradá-lo - o que mesmo eu estava dizendo? Qual o meu problema?
- Eu sei, mas eu queria saber qual é a do carinha que fica olhando para as minhas pernas lá no cursinho.
Aquela doeu, imaginei que ela não estava nem aí para mim, mas não imaginei que ela me notava.
- Você pode ir embora se quiser. 
- Então é só isso? pensei que você me levaria para seu quarto e tentaria me beijar.
- Você é bonita e tudo mais, mas acabei de perceber que, sei lá, você não é pra mim.
- Vamos ver.
E ela me beijou, e mesmo ela não sendo nada do que eu pensava aquele beijo era uma delícia. 

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